GEOGRAFIA - 3 ANO – ENSINO MÉDIO – PROF. RINALDO SOARES
Aulas
recesso escolar (Semanas 23/03 a 03/04/20)
Globalização e regionalização econômica
Após o fim da segunda guerra mundial, no ano de
1945, surgem dois países com influência e predominância mundial: Estados Unidos
da América e a União Soviética.
Até o ano de 1991, os dois países
determinaram uma ordem mundial, caracterizado por uma bipolaridade; em outras
palavras, os dois países exerciam um domínio mundial, considerados como super
potência mundiais, e os outros países seguiam um deles.
Essa ordem mundial bipolar propiciou
uma disputa silenciosa entre as duas super potências, o que se deu o nome de
“guerra fria”. De um lado, os Estados Unidos da América, defendendo o
capitalismo; e de outro lado, a União Soviética, defendendo uma visão
socialista de produção e vivência.
Veja figura abaixo, com a
distribuição espacial mundial dos países na ordem de mundo bipolar.
Entre 1989 e 1991, com evento da queda do muro de
Berlim, reestabelecendo a união das duas Alemanhas, a Ocidental e Oriental,
novamente num único país, com a vitória do lado ocidental capitalista. Esse
evento da queda do muro de Berim, foi um marco em relação ao desfacelamento da
União Soviética, dando início ao processo de separação e desagregação de todos
os países que faziam parte dele.
Dessa
forma temos a ruptura da antiga ordem do mundo bipolar, pois um dos agentes, a
União Soviética, já não existia mais. Surge então a partir daí uma nova ordem
mundial.
NOVA
ORDEM MUNDIAL
Denomina-se por Nova
Ordem Mundial o campo político mundial após a Guerra Fria.
A Nova Ordem Mundial –
ou Nova Ordem Geopolítica Mundial – significa o plano geopolítico internacional
das correlações de poder e força entre os Estados Nacionais após o final da
Guerra Fria.
Com a queda do Muro de Berlim, em 1989,
e o esfacelamento da União Soviética, em 1991, o mundo se viu diante de uma
nova configuração política. A soberania dos Estados Unidos e do capitalismo se
estendeu por praticamente todo o mundo e a OTAN (Organização do Tratado do
Atlântico Norte) se consolidou como o maior e mais poderoso tratado militar
internacional. O planeta, que antes se encontrava na denominada “Ordem Bipolar”
da Guerra Fria, passou a buscar um novo termo para designar o novo plano
político.
A primeira expressão que pode ser
designada para definir a Nova Ordem Mundial é a unipolaridade,
uma vez que, sob o ponto de vista militar, os EUA se tornaram soberanos diante
da impossibilidade de qualquer outro país rivalizar com os norte-americanos
nesse quesito.
A segunda expressão utilizada é a multipolaridade, pois, após o término da Guerra Fria, o
poderio militar não era mais o critério principal a ser estabelecido para
determinar a potencialidade global de um Estado Nacional, mas sim o poderio
econômico. Nesse plano, novas frentes emergiram para rivalizar com os EUA, a
saber: o Japão e a União Europeia, em um primeiro momento, e a China em um
segundo momento, sobretudo a partir do final da década de 2000.
Por fim, temos uma terceira proposta,
mais consensual: a unimultipolaridade.
Tal expressão é utilizada para designar o duplo caráter da ordem de poder
global: “uni” para designar a supremacia militar e política dos EUA e “multi” para
designar os múltiplos centros de poder econômico.
Em resumo:
Mudanças
na hierarquia internacional
Outra mudança acarretada pela emergência da Nova Ordem Mundial foi a
necessidade da reclassificação da hierarquia entre os Estados nacionais. Antigamente,
costumava-se classificar os países em 1º mundo (países capitalistas
desenvolvidos), 2º mundo (países socialistas desenvolvidos) e 3º mundo (países
subdesenvolvidos e emergentes). Com o fim do segundo mundo, uma nova divisão
foi elaborada.
A partir de então, divide-se o mundo em países do Norte (desenvolvidos)
e países do Sul (subdesenvolvidos), estabelecendo uma linha imaginária que não
obedece inteiramente à divisão norte-sul cartográfica, conforme podemos
observar na figura abaixo.
Mapa com a divisão norte-sul e a área de influência dos principais centros de poder
É possível perceber, no mapa acima, que a divisão entre norte e sul não
corresponde à divisão estabelecida usualmente pela Linha do Equador, uma vez
que os critérios utilizados para essa divisão são econômicos, e não
cartográficos. Percebe-se que alguns países do hemisfério norte (como os
Estados do Oriente Médio, a Índia, o México e a China) encontram-se nos países
do Sul, enquanto os países do hemisfério sul (como Austrália e Nova Zelândia),
por se tratarem de economias mais desenvolvidas, encontram-se nos países do
Norte.
No mapa acima também podemos visualizar as áreas de influência política
dos principais atores econômicos mundiais. Vale lembrar, porém, que a área de
influência dos EUA pode se estender para além da divisão estabelecida, uma vez
que sua política externa, muitas vezes, atua nas mais diversas áreas do mundo,
com destaque para algumas regiões do Oriente Médio.
A
“Guerra ao terror”
Como vimos, após o final da Guerra Fria, os Estados Unidos se viram
isolados na supremacia bélica do mundo. Apesar de a Rússia ter herdado a maior
parte do arsenal nuclear da União Soviética, o país mergulhou em uma profunda
crise ao longo dos anos 1990 e início dos anos 2000, o que não permitiu que o
país mantivesse a conservação de seu arsenal, pois isso custa muito dinheiro.
Em face disso, os Estados Unidos precisavam de um novo inimigo para
justificar os seus estrondosos investimentos em armamentos e tecnologia bélica.
Em 2001, entretanto, um novo inimigo surgiu com os atentados de 11 de Setembro,
atribuídos à organização terrorista Al-Qaeda.
A tragédia de 11 de Setembro vitimou centenas de pessoas, mas motivou os EUA a gastarem ainda mais com armas. ¹
Com isso, sob o comando do então presidente George W. Bush, os Estados Unidos iniciaram uma
frenética Guerra ao Terror, em que foram
gastos centenas de bilhões de dólares. Primeiramente os gastos se direcionaram
à invasão do Afeganistão, em 2001, sob a alegação de que o regime Talibã que
governava o país daria suporte para a Al-Qaeda. Em segundo, com a perseguição
dos líderes dessa organização terrorista, com destaque para Osama Bin Laden,
que foi encontrado e morto em maio de 2011, no Paquistão.
O que se pode observar é que não existe, ao menos por enquanto, nenhuma
nação que se atreva a estabelecer uma guerra contra o poderio norte-americano.
O “inimigo” agora é muito mais difícil de combater, uma vez que armas de
destruição em massa não podem ser utilizadas, pois são grupos que atacam e se
escondem em meio à população civil de inúmeros países.
Atividades (para ser respondidas no seu caderno):
1) Os blocos econômicos
exercem um papel fundamental quando se trata o tema de globalização. Faça uma
pesquisa e escolha 5 blocos econômicos que você entenda ser mais importantes e
explique a razão da escolha de cada bloco econômico.
2) Acesse a letra da
música “Galpão da Globalização” de Mauro Moraes, disponível em https://www.letras.mus.br/mauro-moraes/1519969/
e comente a
influência da rede mundial de computadores (internet) na vida cotidiana das
pessoas (utilize de conceitos estudados em sala de aula para aprimorar a sua
resposta).
3) A disseminação da
pandemia do vírus COVID19 foi agravada devido ao mundo globalizado,
principalmente na sua velocidade de atingir todos os países do mundo em menor e
maior grau. Responda o seguinte:
a. Qual foi o meio técnico
que permitiu a grande velocidade de disseminação do vírus mundialmente?
b. Considerando o mundo
globalizado, quais os impactos que a pandemia do Covid19 pode acarretar
mundialmente e localmente?




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